Economia do Cuidado

como podemos visibilizar o trabalho invisível das mulheres na economia do cuidado?

Qual é o problema?

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A economia é um conjunto de regras invisíveis que organiza a forma como vivemos. No atual cenário, de pandemia, serviços essenciais de cuidado se tornaram visíveis aos olhos de muitas pessoas. Estamos todos, neste momento, precisando nos dedicar a cuidar da saúde coletiva para salvar milhares de vidas.

O trabalho de cuidado envolve muitas horas e tempo dedicado ao cuidado com a casa e com pessoas: dar banho e fazer comida, faxinar a casa, comprar os alimentos que serão consumidos, cuidar das roupas (lavar, estender e guardar), prevenir doenças com boa alimentação e higiene em casa e remediar quando alguém fica ou está doente, fazer café da manhã, almoço, lanches e jantar para os filhos, educar e segue por horas a fio.

A economia do cuidado é essencial para a humanidade. Todos nós precisamos de cuidados para existir. E, se hoje você é uma pessoa adulta, é porque alguém já desempenhou horas de trabalho de cuidado com alimentação, vacina, remédios, limpeza e higiene, educação, entre diversas outras funções por horas. E a sociedade, os empregadores que contratam pessoas (veja que óbvio), a gestão pública, as universidades, todas as demais esferas se aproveitam desse trabalho que é gratuito ou mal-remunerado (quando terceirizado).

Como visibilizar o trabalho invisível das
mulheres na economia do cuidado?

Como desvincular o cuidado da construção de gênero?

Como parear o cuidado entre diferentes raças e para mulheres não brancas?

Como a criação e educação de crianças pode ser entendido como trabalho essencial de todos?

Como a economia pode incorporar o cuidado? Como a economia subsidia o cuidado?

Vale do cuidado

Fontes: Dráuzio Varella/UOL; OMS; IBGE

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Quem cuida de quem cuida?

O impacto na vida das mulheres é imenso: amplia as desigualdades de renda, precariza as condições de vida em todos os âmbitos e ainda acarreta estresse, estafa, depressão, entre outros problemas para a saúde.

São as mulheres mães aquelas que assumem a obrigação de distrair as crianças, cuidar da rotina, e ainda para as que trabalham, cumprir as horas trabalhadas. O distanciamento social, principal medida de prevenção contra o coronavírus, traz consigo a sobrecarga, a solidão e a exaustão para mulheres mães.

Tudo isso gera muito impacto no caminho profissional e no acesso a renda desta mulher. Ocupada com o “invisível’, ela fica privada do tempo e dos recursos necessários para conquistar sua autonomia financeira, permanecendo presa em um ciclo de exploração.

 

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